To all my loyal english-speaking readers, I have published an inspirational essay to my countrymen and women in Brazil. The purpose is to wake up as much of the population as possible, to the opportunities which are abounding in the global commodity space. The next post will be this same essay in english.

Quando eu era um adolescente e morava nos Estados Unidos, há cerca de doze anos atrás, eu visitei o Brasil pela primeira vez. Durante a viagem ao país do meu pai, eu conheci alguns parentes que não conhecia, comi churrasco e coxinhas deliciosos, e me apaixonei pela primeira vez, e seu nome era ouro. Eu ganhei uma pulseira de ouro de presente de um primo, e aquela reluzente mistura de amarelo e laranja provocou em meu coração o que os americanos chamam de “febre do ouro”, que é uma obsessão por tudo que é feito de ouro. Essa obsessão somente cresceu quando eu retornei aos Estados Unidos, manifestando-se em novos relacionamentos, experiências, e, por fim, me trouxe de volta ao Brasil – com a convicção de que o Brasil tem um futuro econômico dourado, o qual, se ele se preparar corretamente, poderá proporcionar à próxima geração padrões de vida muito superiores aos que existem hoje.

Ao retornar a minha casa em Boston, após minha primeira visita à Vitória, dez anos atrás, comecei a investir em ouro e prata. As pessoas achavam um pouco estranho e incomum para um adolescente fazer isso, mas eu adorava. Eu comecei com moedas e, com o passar dos anos, fui aprendendo sobre empresas de mineração de ouro e prata – que buscam por metais no solo e os extraem profissionalmente. Por volta de 2008, eu decidi deixar de ser amador e entrar de vez no campo – eu comecei a ligar para as mais bem sucedidas empresas de mineração e investidores do mundo e a fazer-lhes perguntas. As ligações telefônicas se transformaram em entrevistas, das quais eu então produzia shows de rádio on-line. O que eu descobri, após conversar com fundadores de empresas que valem bilhões de dólares e com investidores que administram centenas de milhões de dólares em capital, é que hoje existe uma corrida mundial para obter e extrair os recursos naturais que estão no solo. Isto inclui ouro, prata, petróleo, gás natural, e produtos agriculturais. Do que eu descobri, a parte mais interessante é que o Brasil, o maravilhoso país de meu pai, é o principal alvo desta corrida por recursos, e não só os mais bem sucedidos investidores do mundo estão querendo investir nos recursos eles mesmos, mas também já estão investindo no Brasil de varias outras formas.

Quando se olha para o ramo de negócios de recursos naturais e mercadorias, pode-se imaginar que não é nada interessante – pode-se até mesmo considerá-lo algo bem chato! Entretanto, o fato de que grandes rios de capital em investimento têm sido deslocados para esse ramo pode certamente significar coisas muito interessantes. Primeiramente, como diz um provérbio americano “uma maré alta levanta todos os barcos”. O deslocamento de capital para uma cidade aumenta a valorização das propriedades e, se posto em bom uso, cria muitos empregos. O crescimento no valor das propriedades beneficia inicialmente os proprietários, porém, a maior necessidade e oportunidade estão no notável poder de atração do dinheiro pelo talento dos recursos humanos. Em outras palavras, os investidores estrangeiros não conseguem sobreviver no mercado brasileiro sem parceiros locais – indivíduos especializados em administrar e proteger ativos (conjunto de bens que formam um patrimônio), e em cuidar do dinheiro como se cuida de um ganso de ouro.

Em uma recente entrevista, eu conversei com um lendário investidor da Inglaterra, Ian Watson, que é um ex-membro do comitê executivo da Burns Fry LTd. – que mais tarde se transformou em BMO Nesbitt Burns, uma firma canadense que gerencia dinheiro e serviços bancários, e que administra mais de 538 bilhões de dólares em ativos. Durante a entrevista, Watson explicou que sua companhia agrícola, Genagro, recentemente investiu 189 milhões de dólares no desenvolvimento do cerrado no oeste da Bahia. No entanto, ele precisava de um proeminente líder brasileiro para a empresa, e teve que conduzir uma exaustiva procura nacional usando os serviços de uma empresa de recrutamento de trabalhadores. Finalmente, ele encontrou “um gerente que atendia a todos os critérios”, ele disse.

Quando questionado sobre as mais prósperas áreas para crescimento futuro e retorno de investimento, Watson fez uma observação: “Há dois ramos de negócios que são excepcionais tanto a curto quanto a longo prazo – mineração de ouro e agricultura.” Depois, ao comentar sobre a capacidade agricultural do Brasil, ele adicionou: “O Brasil tem o potencial para suprir a demanda por proteína que tem sido liderada pelo mercado asiático. O Brasil tem mais potencial para fazê-lo do que qualquer outro país do mundo.”

O investimento de Watson na Bahia também chamou a atenção de outros investidores lendários, como Jim Slater, e Jim Rogers, que fundaram o Quantum Fund em conjunto com o bilionário George Soros, que também tem investido em projetos agriculturais brasileiros, através da empresa de capital aberto, Adecoagro.

Em uma outra ocasião recente, entrevistei o fabuloso gerenciador de dinheiro canadense Don Coxe, atualmente conselheiro estratégico de investimentos globais da BMO, Coxe também comentou sobre a história agricultural, adicionando que “ Em um espaço de três décadas, cerca de dois bilhões de pessoas deste mundo (asiáticos e de outros mercados emergentes) irão sair da pobreza e subsistência, e ir para uma sociedade do tipo classe-média. Isso nunca aconteceu em uma escala tão grande. Estou feliz por estar vivo para vê-lo acontecer, porque os historiadores estarão escrevendo sobre isso daqui a 20.000 anos. O interessante é que o potencial quanto a produtos de origem natural é a forma mais confiável de se prever tudo isso, pois essas pessoas precisarão de um potencial maior para progredir.” Além disso, Coxe afirma que essa classe-média emergente liderada pela China resultará num “boom” dos produtos naturais do tipo em que “todos os preços (desses produtos) sobem – o preço do ouro sobe, o preço do cobre sobe, o preço do trigo sobe, o preço do milho sobe e, o que nos interessa mais, o preço da soja sobe.”

Agora, por que isto tudo deveria ser de interesse de todos os brasileiros? Porque o Brasil supre uma porção significante e crescente das necessidades agriculturais e de produtos minerais do mundo. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, o total de exportações do Brasil desde 2002 subiu de 60,4 bilhões de dólares para mais de 256 bilhões de dólares em 2011 – o que representa um aumento superior a 400%! Espera-se que esses números continuem crescendo no futuro conforme novos projetos se disponibilizem on-line aumentando, assim, a produção total nacional.

Enquanto muitos brasileiros ainda sonham em ir para os Estados Unidos da América, a “terra da oportunidade”, um bilionário canadense tem encorajado a juventude norte-americana a fazer o oposto. Tommy Humphreys, um amigo e jornalista financeiro de Vancouver, Canadá, recentemente entrevistou Kevin O’Leary, uma estrela do famoso programa de TV americano de negócios, “Shark Tank” (Tanque dos tubarões). Durante a entrevista, O’Leary recomendava que os jovens ocidentais deveriam “entrar em um avião e ir ao Brasil”, devido a sua expectativa de alto crescimento econômico brasileiro nos anos por vir. A empresa de gestão de capital de O’Leary tem deslocado fundos significantes para companhias de energia elétrica, devido a suas características de alto rendimento e baixa alavancagem de dívida, e ele tem demonstrado muito otimismo sobre o futuro do Brasil.

Então, agora que um caso otimista a favor do futuro econômico do Brasil foi exposto, apoiado por ações e opiniões reais de alguns dos mais importantes investidores e fundadores de companhias do mundo, o que nós fazemos sobre isso? Como nós podemos participar desse futuro sem deixar o “ganso de ouro” escapar por entre nossas mãos?

Na minha opinião, existem duas estratégias a ser seguidas: a primeira é se preparar através da filosofia, e a segunda é se preparar através de ações.

Quando eu falo em se preparar através da filosofia, simplesmente quero dizer uma coisa: excelência – excelência na atenção, excelência na comunicação, excelência no discurso, e excelência nas atitudes. Ao focar na excelência e alcançar o nosso melhor rendimento, conseguiremos atrair as melhores pessoas, os melhores salários, as melhores oportunidades, e, finalmente, a melhor qualidade de vida. O finado palestrante motivacional americano e filósofo de negócios Jim Rohn uma vez disse: “Sucesso não é para ser perseguido, mas sim para ser atraído pela pessoa que você se torna.”

Então, como podemos agir de acordo com a filosofia da excelência? Simplesmente seguindo um outro ensinamento de Rohn que diz: “Aprenda a trabalhar mais em si mesmo do que você faz no seu trabalho”. Isso significa fazer um outro curso, aprender uma outra língua, e desenvolver interiormente uma expectativa das oportunidades da classe mundial.

Acho que o próximo passo importante é transformar esse pensamento e ação em uma estratégia. Imagino que há duas áreas principais nas quais as pessoas podem se posicionar exatamente no centro de onde as maiores quantidades de dinheiro estarão fluindo: empregos direta ou indiretamente na área de produtos de base, bem como na área de acondicionamento e preparação de bens que poderão ser adquiridos por indivíduos ou entidades estrangeiras.

Os específicos tipos e oportunidades de empregos são muito variados e numerosos para se citar aqui, mas tudo o que você precisa fazer é abrir um jornal, pois nós já estamos até a cintura dentro desse mar de mudanças e oportunidades. Mas, a forma mais simples, na minha opinião, de colher o máximo de benefícios das oportunidades econômicas de hoje e do amanhã será abraçar a filosofia da excelência, combinada com ação e estratégia.

O aspecto mais estimulante disso tudo é poder visualizar o novo Brasil, que será criado para a juventude futura. Muitos dos grandes empresários do mundo que estão investindo no país não poderão ver e saborear o doce fruto que seu trabalho produzirá, porém, a próxima geração de brasileiros irá desfrutar de um país mais próspero, de um mais alto padrão de vida, e de um futuro ainda mais abundante – contanto que nós comecemos a nos preparar para ele hoje.